segunda-feira, 26 de outubro de 2009
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
domingo, 18 de outubro de 2009
Vem-me visitar...
É estranho ouvir alguém quando nos despedimos dela:
"Quando puderes vem-me visitar"...
Estranho ouvir da boca de quem saiu...
Nunca tive grande relação de amor/carinho com ela...
É mais uma relação de reacção, de revolta por vezes...
Do que carinho...
Não deixa de ser uma mulher admirável a vários níveis mas reprovável a muitos outros...
Mas penso e numa vida inteira quem não tem coisas reprováveis?
Às vezes esqueço-me disso...
É mais fácil manifestar a revolta do que ser superior a isso...
E perceber que de um ser humano se trata...
Com defeitos e virtudes...
Não consigo apagar o passado...
Lembrar-me repetidamente das dores que foram imputando aos meus...
Isso, é o que impede...
Foi crescer a ver diferenças...
Crescer a ouvir criticar a vida de tudo e todos...
Darem motivos a perdas sem pés nem cabeças...
Tudo tinha que ser justificável por elas...
Tudo tinha um porquê mau...
E infelizmente tudo o que falaram...
Veio de volta e tocou quem parecia ser intocável...
Mas ontem assim como por meio de lágrimas veio o pedido...
Eu que tenho a mania que tenho um coração de pedra,
Mas senti-me comovida pelo pedido...
Pelas lágrimas e em tudo o que se tornou uma família...
E como deve ser triste para uma mãe ver assim a desavença entre filhos...
Netos que não a vistam...
A solidão da velhice...
Que mesmo com a casa, agora cheia deve sentir...
Daí aquelas palavras para mim...
As vezes cubro-me de raiva...
De revolta...
Mas não posso ser assim, não me leva a lado nenhum...
Não me traz quem me levou...
Não me faz sorrir...
Faz-me sim ser uma pessoa rancorosa
Fria e vazia...
Não traz sorrisos...
Não traz felicidade...
Não traz nada de bom,
Muito pelo contrário...
E a vida já me mostrou que quem muito fala da vida alheia...
Por muitas voltas que dê a vida cedo ou tarde o mesmo regressa...
Por isso não vale a pena...
Não vale a pena manter-me assim cheia de raiva...
Não me leva a lado nenhum...
Por isso sim apesar de tudo o que se passou...
Apesar de todas as magoas...
Que vão ficar no passado...
Sim, vou passar a visitar-te mais...
Afinal já só te tenho a ti...
E uma infância feliz entre primos e jantares convivios cresci...
Se calhar é a ti que devo o gostar de cozinha...
Sempre te vi entre tachos e panelas...
Se calhar foi contigo que aprendi a ser forte e seguir em frente...
Por muito que surja pelo caminho...
Tu também continuas cá...
São 85 anos cheios de muita coisa...
E sei que o teu fim de vida não te está a ser nada fácil...
E ter que pedir a uma neta para te visitar...
Não seria como o terias imaginado...
Mas ouvi-te...
Prometo...
"Quando puderes vem-me visitar"...
Estranho ouvir da boca de quem saiu...
Nunca tive grande relação de amor/carinho com ela...
É mais uma relação de reacção, de revolta por vezes...
Do que carinho...
Não deixa de ser uma mulher admirável a vários níveis mas reprovável a muitos outros...
Mas penso e numa vida inteira quem não tem coisas reprováveis?
Às vezes esqueço-me disso...
É mais fácil manifestar a revolta do que ser superior a isso...
E perceber que de um ser humano se trata...
Com defeitos e virtudes...
Não consigo apagar o passado...
Lembrar-me repetidamente das dores que foram imputando aos meus...
Isso, é o que impede...
Foi crescer a ver diferenças...
Crescer a ouvir criticar a vida de tudo e todos...
Darem motivos a perdas sem pés nem cabeças...
Tudo tinha que ser justificável por elas...
Tudo tinha um porquê mau...
E infelizmente tudo o que falaram...
Veio de volta e tocou quem parecia ser intocável...
Mas ontem assim como por meio de lágrimas veio o pedido...
Eu que tenho a mania que tenho um coração de pedra,
Mas senti-me comovida pelo pedido...
Pelas lágrimas e em tudo o que se tornou uma família...
E como deve ser triste para uma mãe ver assim a desavença entre filhos...
Netos que não a vistam...
A solidão da velhice...
Que mesmo com a casa, agora cheia deve sentir...
Daí aquelas palavras para mim...
As vezes cubro-me de raiva...
De revolta...
Mas não posso ser assim, não me leva a lado nenhum...
Não me traz quem me levou...
Não me faz sorrir...
Faz-me sim ser uma pessoa rancorosa
Fria e vazia...
Não traz sorrisos...
Não traz felicidade...
Não traz nada de bom,
Muito pelo contrário...
E a vida já me mostrou que quem muito fala da vida alheia...
Por muitas voltas que dê a vida cedo ou tarde o mesmo regressa...
Por isso não vale a pena...
Não vale a pena manter-me assim cheia de raiva...
Não me leva a lado nenhum...
Por isso sim apesar de tudo o que se passou...
Apesar de todas as magoas...
Que vão ficar no passado...
Sim, vou passar a visitar-te mais...
Afinal já só te tenho a ti...
E uma infância feliz entre primos e jantares convivios cresci...
Se calhar é a ti que devo o gostar de cozinha...
Sempre te vi entre tachos e panelas...
Se calhar foi contigo que aprendi a ser forte e seguir em frente...
Por muito que surja pelo caminho...
Tu também continuas cá...
São 85 anos cheios de muita coisa...
E sei que o teu fim de vida não te está a ser nada fácil...
E ter que pedir a uma neta para te visitar...
Não seria como o terias imaginado...
Mas ouvi-te...
Prometo...
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
À beira de um ataque de nervos!!!!!
Não tenho pachorra para birras...
Não tenho pachorra para teorias da conspiração...
Não tenho pachorra para pessoas mesquinhas...
Não tenho pachorra para pessoas conflituosas...
Tiram-me do sério...
Não tenho pachorra para teorias da conspiração...
Não tenho pachorra para pessoas mesquinhas...
Não tenho pachorra para pessoas conflituosas...
Tiram-me do sério...
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Primeira Mulher a receber Nobel da Economia
Elinor Ostrom é a primeira mulher a receber o Prémio Nobel da Economia, criado em 1968.
Nascida em 1933, é professora catedrática e os seus trabalhos focam-se no papel das empresas na resolução de conflitos, bem como na análise de como as transacções económicas se realizam, não só através dos mercados, mas também dentro das empresas, associações e famílias.
Muito do seu trabalho baseou-se em experiências reais, e "desafiou a sabedoria convencional de que a propriedade comum é mal gerida e que deveria, por isso, ser completamente privatizada ou regulada por autoridades centrais", refere a nota da Academia Sueca.
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
domingo, 4 de outubro de 2009
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