quinta-feira, 2 de abril de 2009

Hoje...

Viajava até aqui...


Ouvia esta musica...






E sentia-o na pele...

Beijas-me sem pressa, assim como quem gosta de provocar porque sabes que devagarinho, a falta de celeridade, me aquece. Vais passando a mão pela minha nuca num arrepio e mudas-te para o meu peito. Empurras-me contra a parede, fazes-me sentir a força do teu corpo contra o meu e sem nunca largares o nosso beijo, desces a mão até à cintura. Depois apertas-me as nádegas, as coxas, até que te deténs no meu sexo, enquanto exploro o teu pescoço e te seguro a intimidade. Estás louco de tesão, ofegante, ansioso e não sei se é da tua pele, mas faz calor neste quarto. A tua boca desce pelo decote, mordes-me mesmo por cima da roupa e fazes-me deitar. Apoias-te nos braços, roças-te contra mim, despes-me porque entendes que a roupa não tem lugar entre nós. Observas-me. E finalmente tens acesso ao meu peito desnudo, onde brincas com a língua e vais descendo. As palavras são soltas porque juntas não têm nexo. Os teus dedos passeiam por mim sem pudor e eu retribuo. A penetração está latente, mas adoramos aquela tortura de a retardar. Fecho as pernas em jeito de provocação, gosto de te dificultar o caminho para que me mostres quanta vontade de mim trazes em ti. Fazes-me festas no cabelo, na cara.
Fazes uso da força nas minhas pernas e ganhas.

in Maça de Eva, Abril 2009

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