terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Desassossego nestes dias...

Desassossego esse que sinto nestes dias...
É um dormir em desassossego...
Sentir o coração apertado sem porquê...
O passado que ficou no passado e que não voltou para o presente...
E fica bem guardado...
Finalmente foi arrumado no espacinho que lhe é devido,
Pelo que foi, pelo que representou
E que hoje já não é...
É apenas passado e jamais será de novo presente...
Desassossego de pensamentos que vão e voltam...
Que não se conseguem controlar...
Não consigo arrumar de vez com o que provavelmente nunca foi...
Não consigo deixar de pensar em momentos e atitudes,
E não as entender...
Não entendo esta confusão que em pouco tempo se instalou...
Não consigo perceber as palavras que dizes...
O tom com que são proferidas...
Parecemos estranhos quando já fomos tão cúmplices...
Que se passa com as amizades?
Que se passou?
Não entendo palavras,
Não entendo ausências,
Não entendo...
E não gosto...
Não gosto desta confusão mental...
Deste desassossego...
De não ter paz nos momentos que deviam ser tranquilos...
De relembrar...
De pensar vezes sem conta naquela manhã...
De não te visitar...
De ter amigos a quem as lágrimas correm involuntariamente...
De não poder fazer nada para as evitar...
De me sentir uma vez mais impotente perante a vida...
Te poder apenas abraçar e dizer que tudo vai ficar bem...
Que tudo tem um porquê...
Hoje pode doer mas amanhã irás sorrir...
De os dias serem cinzentos e frios...
De por vezes não ver o prateado...
De me sentir estranha,
E desconhecida
Por não me encontrar...
Por me sentir cansada...
De regressar sempre ao mesmo ponto de partida,
De as histórias se repetirem vezes sem conta,
De revisitar sempre os mesmos medos
Por submeter-me a horas de ocupação para não sentir,
Para não pensar...
Para tentar obter sossego...
De ter silêncio...
De me querer abraçar
E conseguir sossegar...
De me enrolar
E sentir conforto...
De alcançar o silêncio...
De me sentir vazia...
De não pensar em nada...
De fazer reset e iniciar de novo...
De desejar que a mesma história se reptita sem se repetir vezes sem conta...
Cansa...
Quero sentar-me num canto
Em silêncio
Abraçando-me
E acreditar que
Agora sim, vai ser diferente...
Que o que dói fica no passado
E comigo caminha apenas o que se transforma em sorrisos
Tenho uma sede imensa de momentos desses...
Momentos que se guardam...
Com fragmentos visuais,
Mas que cá dentro são frames de vidas...
Esses dos sorrisos...

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