Portishead - Roads
Vivo um tempo estranho...
Um Outono de sentimentos...
Aproximam-se datas que relembram caminhos percorridos...
Pedaços de nós que se despediram...Tirando o sopro de vida...
Revoltam-me as hipocrisias...
Um sistema que por mais que se informe e se esclareça, retorna sempre em forma de tortura, uma e outra vez...
Um tocar de campainha que faz reviver tudo mais uma vez...
E uma vez mais se expressa a incredulidade por novamente se ouvirem e se prestarem os mesmos esclarecimentos...
O futuro seria estranho...
Ver-te a entrar e sair de salas e processos, que ainda nem nós nos apercebemos da dimensão...
Questões essas que nem valem a pena remexer...
As vezes sinto-me vazia...
Outras cheia de revolta...
Pelos apelos que emitias e que nada fizeram para os ouvir...
Deixaram-te entregue à tua confusão e tortura emocional...
Que te caracterizou e te torturou mês e meio...
Dói ler e reler as tuas palavras e sentir o desespero que sentiste...
Pelas coincidências ridículas do dia-a-dia e que te catapultaram para isso...
As tentativas...
O tirar aos poucos..
O sofrer em silêncio esperando que esse mesmo fim chegasse...
E não chegou numa primeira e numa segunda vez...
Até que radicalizaste a situação e não haveria ponto de retorno...
Noite inquieta...
De desassossego...
E que a madrugada traria à luz tamanho sofrimento...
Essas mesmas estranhas coincidências trouxeram os meus passos cá...
E amparei os braços que desfaleciam...
Os rostos que escureciam...
O sofrimento de uma luta que durante anos travamos e que ali tinha o seu termo...
Mas no meio de uma tragédia...
Destacava-se um sorriso...
Aquele teu...
Em que nos dizias adeus...
Um até breve...
E que finalmente te encontravas em paz...
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