Hoje as palavras são para ti...
Quase no limiar de completar 93 primaveras, cheias de amor expresso de forma estranha, mas tão característico teu...
De ti recordo cheiros e sabores...
Lembro-me dos lanches de cevada e de pão com nozes que sabiam tão bem...
Da massa com feijão vermelho que tão bem fazias e que só a tua tem aquele sabor...
Das tuas sopas doces...
Da mulher lutadora que és...
Da tua expressão, do teu sorriso que poucas vezes esboçavas...
Do teu medo inocente das fotos...
Mas hoje não podemos ser narcisistas... Por muito que nos custe despedes-te de nós e temos que te deixar partir...
É mais um ciclo da vida que termina...E o teu foi longo, cheio de luta e de uma força que nos transmitiste e que reconheço em mim...
Obrigado por tudo Avó...
Talvez isto seja um até já ou um até sempre...
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