quarta-feira, 9 de maio de 2007

Simplesmente perdeste-me...

"Há pessoas que nos libertam…
Há outras que nos aprisionam e asfixiam.
Há pessoas capazes de extrair de nós o que há de melhor e mais bonito…
Há outras que colocam em evidência toda a nossa imperfeição.
Há pessoas que nos tomam pela mão e nos conduzem…
Há outras que nos empurram para o abismo da desorientação.
Há pessoas que semeiam flores de esperança e luz…
Há outras que vão colocando espinhos em nossa cruz.
Há pessoas que nos injectam vida, optimismo, confiança…
Há outras que aniquilam nosso equilíbrio e temperança.
Há pessoas que nos fazem multiplicar nossos poucos talentos…
Há outras que nos fazem enterrar os poucos que supúnhamos ter.
Há pessoas que são balsâmicas em nossas vidas…
Há outras que tornam completamente inócua a nossa lida.
Há pessoas que nos estruturam e nos levantam…
Há outras que nos fragmentam e nos desmontam."

Durante uma vida todos nos cruzamos com pessoas aqui descritas, umas apenas com uma característica outras com uma série delas...Há pessoas que ficam outras que vão...E que por vezes tentam regressar...
Engraçadas são as partidas que o presente nos prega quando do nada nos traz alguém do passado, quando menos esperamos...Ficamos confusos sem saber o porquê...Porquê agora? Tão fora de tempo, tão despropositado...Quis muito, mas há muito deixei de querer...Mas depois apercebemo-nos do porquê...Serve para confrontar o que estava há muito esquecido, serviu para cicatrizar a ferida que estava adormecida...Estava lá mas não sentíamos...Tinha sido esquecida e arrumada como tantas outras que vamos guardando...Hoje no presente vejo-a, mas cicatrizada, já não doí, já não magoa...Já não há nada...A realidade de ontem não pode ser repetida hoje...Tudo em seu tempo...O passado não pode ser tornado presente, não há contexto...Eu sou diferente, estou diferente, sinto-me diferente...Já não sou aquele ser frágil e demasiado introvertido...Não sou o passado, sou Eu no presente...É tarde demais e não o quero...Senti-me fragmentada, sem um pedaço de mim...Mas agora és inócuo...Passado...E sabe bem, muito bem...Senti-me um dia aprisionada, mas agora não. Sou livre...
Gosto do presente, do meu presente...A minha descoberta, as minhas novas realidades, as minhas novas tonalidades, os meus novos gostos, os meus desejos, o meu querer, o meu Ser...
Agora conheci pessoas que me libertam, que conseguem extrair o melhor que há em mim, não me asfixiam, não me condicionam, que me deixam ser quem quero ser, pessoas que me tomam pela mão, que me oferecem os braços e me abraçam...Pessoas que me injectam vida, optimismo e confiança...Que me levantam e não me pisam...Que estruturam...Sabem tão bem...Soube bem reconheceres o erro, mas é tarde demais para tentares corrigi-lo...Apercebeste-te tarde demais...Perdeste-me...

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